sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Cirque du Soleil - Parte 2
Continuando a jornada.
Depois de conhecer os estúdios, que ficavam todos no nível inferior, subimos as escadas e fomos dar uma olhada num tipo de biblioteca que eles tem, mas para os diretores artísticos, diretores de criação, figurinistas, maquiadores, cenógrafos... Enfim para o pessoal de criação e produção de novos shows. Uma biblioteca com muito material visual, fotos de diferentes lugares e de várias culturas, povos, cidades, países.
Este material é para a pesquisas de novos espetáculos, serve para estudos e busca de referências, imagens e inspiração.
Descendo novamente, fui levado às salas de múltiplas funções, eram salas bem amplas, tanto em altura como em profundidade, mas tinha algo bem interessante: essas salas foram construídas para poderem se subdividir ou ser ampliada, nessas salas haviam dispositivos que permitiam que as paredes pudessem ser “guardadas”, umas eram puxadas até o teto e outras eram meio sanfonadas e recolhidas para os lados das salas.
Essas salas serviam para ensaios de dança, pesquisa, trabalho teatral, malabares e até técnicas de equilíbrio; aliás, eu vi umas pernas de pau hidráulicas, agora vocês vão me desculpar porque com tanta coisa que vi e ouvi, esqueci o material que eram feitos essas pernas de pau, ou eram de titânio ou um tipo de carb... Enfim, esqueci, só sei que eram muito, mas muito leves e bonitas.
Logo mais vou postar umas fotos delas, não resisti e tirei algumas fotos para meus amigos que curtem.
As salas de concepções, pesquisa, confecção...
Dentro do Soleil existem departamentos de pesquisa e construção de alguns materiais: tem uma parte que é de manutenção de equipamentos e aparelhos, tem uma sala só para pesquisa de tecidos [em tempo: tecidos para figurinos, não “ticidu” para acrobacias], e as de figurino, maquiagem, adereços e calçados! Sim, calçados e adereços, muitas botas, sapatos, máscaras, chapéus, bonés...
É tudo muito organizado e bem feito, para cada artista que entra, eles fazem um molde da cabeça, uma máscara totalmente feita à mão para que os adereços sejam feitos sob medida e na hora do show, não saia nada voando pelo palco.
Muita correria, nesses departamentos eles não param, estão todos sempre fazendo algo, refazendo, construindo... Sem contar os estudos de maquiagem, figurino e adereços dos novos shows que estão em produção.
Musculação e Fisioterapia
Ainda no nível inferior, havia uma academia com salas de fisioterapia.
Todo artista quando chega aqui, antes de entrar em qualquer show, ele passa por uma avaliação física, e, com a resposta do médico e fisioterapeuta, estando ok, é assinado o contrato e ele passa a fazer parte da empresa.
Algo bem interessante: no Soleil, quando algum artista sofre alguma lesão, ele imediatamente volta para a sede onde passa por avaliações e tratamento, e continua recebendo seu salário, sendo descontado apenas uma porcentagem.
Quem tem lesão faz um horário de trabalho como um funcionário: chega de manhã e começa os procedimentos fisioterápicos passando depois para a parte de fortalecimento e o que mais for necessário dependendo do caso.
Sempre com acompanhamento especializado, com um profissional sempre ao lado acompanhando o artista.
Todo trabalho sempre é personalizado, individual.
Mas a academia de musculação é aberta aos funcionários do Soleil também, quem quiser fazer uma forcinha, perder umas gordurinhas...
E eu vou terminando essa parte por aqui porque agora vou ver se eu perco as minhas...
À bientôt!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Cirque du Soleil
Bairro de Circo
O Cirque du Soleil fica entre as estações de metro Jarry e D’Iberville, mas é mais fácil descer na Jarry e pegar um ônibus.
O lugar em que se encontra é praticamente um bairro de circo: atravessando a rua você está de frente para a ENC - Montreal [http://www.enc.qc.ca/index.asp], e na direção oposta, a Tohu [http://www.tohu.ca/], e o Soleil [http://www.cirquedusoleil.com/en/default.asp] fica bem entre esses dois centros.
Sobre a ENC Montreal escreverei mais para frente.
É impossível passar por perto e não perceber esses grande prédios, de longe é possível enxergar, não tem nem como se perder.
A sede social do CDS é realmente grande, somente de funcionários fixos que trabalham dentro da sede, são mais de mil e oitocentos, isso sem contar os artistas que chegam diariamente para ensaiar, seja para substituições ou para a criação de novos espetáculos.
Lá dentro
Realmente impressionante, é uma grande empresa mesmo, lá dentro existem diversas repartições e seções: desde salas de reuniões e escritórios, até salas de fisioterapia e musculação, isso sem contar os três estúdios onde são feitos os ensaios e treinos dos shows que já existem e que estão em produção.
A primeira parte dos escritórios que eu conheci, foi a seção do casting.
Um grande departamento dividido em várias repartições com pessoas de diversas nacionalidades: França, Russia, Canadá, Brasil... As reuniões no pessoal do casting são semanais, apesar de todos os artistas terem contratos, sempre ocorrem substituições devido à lesões, férias, rescisão de contrato, gravidez, isso sem contar as produções dos shows novos. Eles procuram sempre manter o cadastro dos artistas que já passaram nas audições atualizados, por isso sempre é bom, para os que já foram aceitos para o casting, continuar enviando material novo em vídeo.
Existem basicamente quatro seções de casting: uma com foco mais artístico, outra de caráter mais acrobático [seja aéreo ou de solo e aparelhos], uma mais direcionada ao trampolim acrobático e outra voltada para a área musical.
Os Estúdios.
Depois disso descemos e fomos visitar os estúdios.
No primeiro estúdio estavam ensaiando os números novos para o Cirque 2009 [nome provisório do novo espetáculo].
O primeiro número que vi, era de autoria do pai de Roman Tomanov, para quem não sabe, é aquele garotinho que no DVD do Solstrom volume 4 [se não me falha a memória] faz um número absurdo nas faixas aéreas; mas o número que eles estavam ensaiando era... Complicado... Era uma mistura de vôos, com maca russa e banquine, o balanço do porteur também servia como maca russa, e no meio da rede havia uma estrutura onde ficava dois caras recebendo e jogando os volantes, depois subia a estrutura e ficavam só os balanços, olha... Sem palavras.
Ok, os volantes tomaram uns chão sim, foram para a rede algumas vezes.
Depois dois outros lançadores pegaram um volante chinês, que tinha vindo do trampolim, e ficaram treinando banquine com ele até a hora que eu saí de lá.
Depois tinha ainda um chinês andando sobre as mãos na corda bamba, impressionante, só isso.
Infelizmente aqui não podia tirar fotos.
O segundo estúdio
Aqui também não podia tirar fotos, mas tudo bem, pelo menos pude ver.
O estúdio central, era o maior, era onde eles faziam uma réplica idêntica ao palco do show novo, com tudo: toda a parte de estrutura, iluminação, parte de som, contra regragem, máquinas...
A parede parecia ser algo como as paredes de escaladas indoor, haviam coisas que pareciam agarras. No meio do palco haviam duas camas elásticas no nível do palco [era só a estrutura do trampolim, não ele em cima do palco] e algo que achei bem interessante: um fast track em direção ao público, como se fosse uma pista.
Haviam diversos funcionários e engenheiros trabalhando, foi uma pena não poder ficar passeando lá dentro e poder ver mais de perto, eles estavam todos correndo muito e trabalhando, consertando, arrumando, conversando, fazendo cálculos... Estava com muita curiosidade e vontade de perguntar mais coisas mas não foi possível.
O Terceiro Estúdio
No terceiro e último estúdio eu pude tirar fotos!
Nele eram ensaiados os números antigos, de shows que já existem. Estavam lá a cama elástica do Dralion e La Nouba, os mastros do Saltimbanco e Mystère, os lustres do Corteo, uma pista de fast track ao fundo e uma maca russa de frente para um grande fosso.
Desnecessário dizer que todos os estúdios eram muito espaçoso, com grande altura e com muitos materiais de segurança.
Ainda não tínhamos visto nem metade da sede.
Longa jornada ainda pela frente...