Mostrando postagens com marcador Circo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Circo. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de junho de 2011

Partilhando uma experiência pessoal ou Alguns toques interessantes...









Postura é fundamental.

Tem uma detalhe importante que vai além da estética simplesmente... Como se diz na sabedoria popular, “é desde cedo que se torce o pepino”.

Porque isso? Porque os técnicos e professores russos são tão exigentes com postura? só para ficar bonitinho? só porque eles querem que o artista circense pareça um bailarino aéreo ou um equilibrista bailarino?

Na verdade existem muitas questões técnicas envolvidas...

Claro, beleza é fundamental e o domínio corporal demonstra também um alto nível técnico e de propriedade sobre o que se faz, sobre o ofício da arte.

Para exemplificar um pouco isso, vou dar como exemplo algo simples [porém dolorido] que aconteceu comigo:

Tem um exercício nas faixas que é o Casonzet [ou Nut Cracker], que basicamente é ficar em suspensão com um braço e inverter o corpo inteiro realizando um esquadro afastado mantendo o braço em suspensão entre as pernas [resumindo numa linguagem menos técnica e mais simples: ficar de ponta cabeça com as pernas abertas e o braço entre as pernas].

Durante as séries de treinamento desse exercício, sempre devemos manter a postura: joelhos estendidos, braço que está livre [o não preso, o que não está segurando as faixas] estendido colado ao lado da cabeça e para cima e, mais importante: não JOGAR A CABEÇA PARA TRÁS, ficar com a cabeça na postura natural o tempo todo.

Mas as pessoas pensam e afirmam às vezes:

“é só um exercício de força... uma vez ou outra não tem problema...”

Dependendo do caso e da situação pode até ser... uma meia verdade.


Como se diz uma máxima no meio artístico: a gente apresenta o que a gente ensaia.

Principalmente no circo, a frase “jogo é jogo e treino é treino” não se aplica [não existem “Romários” em circo e ginástica artística], você vai fazer na apresentação e nos exercícios mais díficeis, exatamente o que você vêm treinando, seja com o joelho um pouco dobrado ou com um dos pés largados [sem estar em ponta por exemplo].

Pois bem... confesso que certa vez, há um tempo atrás, nas últimas repetições do Casnozet, eu não prestava tanta atenção, afinal “era a última repetição da última série”, “hoje estou muito cansado”, “é o último treino da semana...” e por aí vai a extensa lista de desculpas e justificativas.

Vejam só...

Passou algum tempo e comecei a treinar faixas com balanços para a entrada das pranchas Drapeau.

Depois de feito o processo inicial do aprendizado do balanço com a técnica correta e os tempos certos, o primeiro passo é entrar no casnozet.

Esse era praticamente o último exercício das minhas aulas com o Yury, logo, um pouco cansado. O que eu fiz um belo dia? Fui querer montar o casnozet jogando a cabeça para trás... Guess what?


Dei um baita tranco nas minhas costas... estralou tudo do pescoço até a lombar.

Graças a Deus consegui ainda treinar para o outro lado, um pouco de massagem, alongamento e repouso e no outro dia já estava melhor.

Mas poderia não ter sido tão “agradável”.

Às vezes a gente aprende da pior [ou mais dolorida] maneira.

Pessoal...

estica o joelho

estica o pé

não joga a cabeça para trás!


paz e sucesso a todos

domingo, 20 de junho de 2010

Casting - Cirque du Soleil

O Cirque du Soleil é uma importante organização, sediada em Montreal, Canadá, que oferece entretenimento artístico de alta qualidade. A empresa conta com mais de 4 mil empregados vindos de 40 países diferentes, incluindo mais de 1.200 artistas. O Cirque du Soleil trouxe encantamento e alegria a cerca de 90 milhões de espectadores em mais de 200 cidades nos cinco continentes.


Você é MÚSICO PROFISSIONAL e procura um novo lugar para a sua paixão? O Cirque du Soleil está oferecendo oportunidades de carreira para instrumentistas e cantores! Se você sabe trabalhar em equipe, tem a mente aberta, e está pronto para viver uma nova aventura, talvez exista um lugar para você em um dos nosos 21 espetáculos atuais ou nos outros que estão por vir! Nos nossos espetáculos, a música é tocada ao vivo, com composições originais, que foram cuidadosamente selecionadas para acompanhar cada ato. Nossos músicos devem estar sempre preparados para reagir ao imprevisível das performances ao vivo, fornecendo um acompanhamento contínuo da ação no palco. Incluindo todos os espetáculos o Cirque du Soleil emprega atualmente 142 instrumentistas e 45 cantores.


O Cirque du Soleil está a procura de:


· CANTORES (Tipos de vozes: Soprano, Mezzo, Tenor e Contra tenor. Estilos: Lírico, Rock, Soul/R&B, Gospel, Pop e Étnico)

· MAESTROS INSTRUMENTISTAS(Músicos que tem capacidade de dirigir e tocar simultâneamente)

· INSTRUMENTOS DE TECLADO (Piano, teclados e acordeão)

· INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO (Bateria e percussão: Clássica e popular )

· INSTRUMENTOS DE CORDA (Violino, violoncelo, guitarra, baixo elétrico e acústico, viola da gamba e multi instrumentistas)

· INSTRUMENTOS DE SOPRO (Saxofone, trompete, trombone, oboé, flauta doce, fagote e multi instrumentistas – sobretudo saxofonistas/tecladistas)


Qualificações exigidas para os instrumentistas


Muito boa técnica em um ou vários instrumentos

Excelente interpretação de diversos estilos musicais (clássico, pop, rock, jazz e internacional); ou seja, a capacidade de combinar todos os gêneros e estilos

Musicalidade e excelentes habilidades em improviso;

Boa presença de palco

Para os Maestros: grandes conhecimentos musicais, sólida liderança, conhecimentos tecnológicos e capacidades de gestão.


Qualificações exigidas para os cantores


Excelente técnica vocal e bastante experiência profissional.

Versatilidade; ou seja, a capacidade de combinar vários gêneros e estilos

Forte presença de palco

Musicalidade



Para mais informações visitar os link seguintes :


Instrumentistas - Inscrever-se Online

Cantores - Inscrever-se Online

Vozes Masculinas

Vozes Femininas



Ambiente de trabalho: Porque fazer parte do Cirque?


quarta-feira, 31 de março de 2010

Programação do Centro de Memória do Circo

Pessoal querido,

Para quem curte artes, principalmente circo, teatro e cinema, vai rolar nas próximas semanas um ciclo de curso e filmes comentados por grandes pesquisadores e pensadores das artes.

O curso é gratuito [\o/] e os cines debates terão o valor simbólico de um real, sim 1 real [R$ 1,00]

Divulguem!

Onde fica?

Centro de Memória do Circo

Galeria Olido - São Paulo

Av. São João n.473 - térreo [próximo à estação República de metrô]

telefone: (11) 3397 0199


Inscrições:

(11) 3397 0177

contato: memoriadocirco@prefeitura.sp.gov.br

Divulguem! Participem!

abraços


CURSO - O CIRCO E O MODERNISMO BRASILEIRO: VERTENTES E DESDOBRAMENTOS

Distribuído em três etapas, o curso pretende situar o universo do circo, destacar características específicas e modos de ser dessa arte popular, de sua linguagem gestual e verbal, visando caracterizar a representação dos palhaços. O interesse é o de relacionar essa vertente fecunda da cultura popular com diretrizes das vanguardas européias do século XX e acentuar a importância do circo no âmbito do modernismo brasileiro na década de 1920.

Nessa discussão serão focalizadas obras de diferentes artistas no campo da pintura, cinema, literatura. Em relação à literatura e à crítica, serão destacadas obras de Oswald de Andrade e de Mário de Andrade, textos de Yan de Almeida Prado, Decio de Almeida Prado, Paulo Emilio Sales Gomes. Nesse contexto, distingue-se ainda a presença no Brasil do poeta fraco-suíço Blaise Cendrars, primeiro a reconhecer o talento do palhaço Piolim.

Professora: MARIA AUGUSTA FONSECA

Profa. Livre-Docente do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada FFLCH - USP , autora dos livros Palhaço da burguesia - Serafim Ponte Grande e o universo circense. São Paulo, Polis, 1979, Oswald de Andrade - Biografia. São Paulo, Globo, 2008, 2ª edição

Datas: 9, 16 e 23 de abril de 2010, das 14h30 às 17h30.

Número de vagas - 20

CINE-CIRCO COMENTADO

DIAS 9, 16, 22 e 29/4, SEMPRE ÀS 18H30

IDADE RECOMENDADA: 10 ANOS

ENTRADA FRANCA


Macunaíma - Dia 9 de abril

(Rio de Janeiro, 1969, 35mm, cor, 105' - exibição em DVD)
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Elenco: Grande Otelo, Paulo José, Jardel Filho, Milton Gonçalves
Macunaíma é a história de um anti-herói, ou um herói sem nenhum caráter, nascido no fundo da mata virgem.

Após a sessão, Maria Augusta Fonseca, professora de literatura, autora de "Palhaço da Burguesia" e da biografia de Oswald de Andrade, vai comentar o filme, destacando aspectos circenses da obra.

SUA MAJESTADE PIOLIN - dia 16 de abril

(São Paulo, 1971, cor, 13' - exibição em DVD)

Direção: Suzana Amaral
O palhaço Abelardo Pinto Piolin narrado por ele mesmo. O artista fala de sua carreira no circo, de seu relacionamento com os modernistas e apresenta um número com o palhaço Tony.

Após a sessão, Suzana Amaral vai comentar o documentário que dirigiu no início de sua carreira nos anos 70, quando ainda cursava cinema na ECA. Trata-se de um trabalho de iniciante, é o 2o filme dirigido pela cineasta, embora já se perceba o que viria a ser a sua dedicação para com a sétima arte.

SANTA SANGRE - dia 22 de Abril

(Santa sangre, 1989, México/Itália, cor , 118'- exibição em DVD)

Direção: Alejandro Jodorowsky

Elenco: Axel Jodorowsky, Sergio Bustamante, Thelma Tixou, Sabrina Dennison

Um sádico diretor de circo mutila a esposa depois que ela o flagra com outra mulher. O filho do agressor testemunha tudo e, traumatizado, é internado num manicômio. Anos mais tarde, mãe e filho se reúnem para uma aliança sangrenta e herética.

Após a sessão, o filme será comentado por Maria Alice Vergueiro, atriz que se tornou conhecida pela nova geração através de "Tapa na Pantera", está dirigindo a peça "As três velhas" de Jodorowskyi com estréia prevista para agosto.

O PROFETA DA FOME - dia 29 de Abril
(São Paulo, 1970, 35mm, pb, 93 min)

Direção: Maurício Capovilla

Elenco: Maurício do Valle, José Mojica Marins, Júlia Miranda,

O faquir Ali Khan, principal atração de um circo decadente que percorre o interior paulista, provoca a revolta do público ao se recusar a levar adiante um número em que deveria comer carne humana. Partindo para outra cidade, decide apresentar seu derradeiro espetáculo.

Após a sessão, o filme será comentando por José Mojica Marins, que interpretou no filme o faquir Ali Khan, personagem inspirado no faquir Silk que, por várias vezes jejuou no Paissandu e entorno, e de quem Mojica foi amigo pessoal.

CAFÉ DOS ARTISTAS

Sempre às segundas feiras a partir das 15h00

Homenagem ao "Café dos Artistas" - encontro entre artistas e empresários circenses que ocorre, desde o início do século XX, no Largo do Paissandu, às segundas-feiras.

Cronograma

5 de abril - Dando continuidade ao programa "Memória Oral do Circo Brasileiro", o Centro de Memória do Circo entrevista a curitibana Denise Wal e o baiano Jailton Carneiro, artistas circenses do Cirque du Soleil que integram elenco do espetáculo em turnê pelo Brasil

12 de abril - Programa "Memória Oral do Circo Brasileiro" entrevista Alcebíades Albano Pereira, filho de Albano Pereira, o Fuzarca, e neto de Alcebíades Pereira, parceiro de Piolin na década de 1920, e bisneto de Albano Pereira - um dos maiores empresários da história do circo brasileiro.

19 de abril - Bate papo com Marlene Querubim, empresaria circense, diretora fundadora do Circo Spacial, da Academia Brasileira de Circo e da União Brasileira de Circos Itinerantes - UBCI, que estará autografando os livros de sua autoria "Marketing do Circo" (2003), "Coração na lona" (2007) e "Momentos mágicos - poesia" (2009), todos da editora Orion

26 de Abril - Programa "Memória Oral do Circo Brasileiro" entrevista Dayse Seyssel Piro Barreto e Neide Seyssel Piro Parasmo, da tradicional família Seyssel que, entre outros artistas, gerou Waldemar, o palhaço Arrelia. Dayse, que nasceu no Largo do Paissandu, no início da década de 1930, quando o circo de sua família ali fazia temporada, fez parte da primeira corporação feminina da Guarda Civil, em 1956.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Audição para Músicos - Cirque du Soleil


Se você é músico profissional, e tem interesse de trabalhar fora do país para uma grande companhia, ou conhece alguém que queira, se inscreva para a palestra promocional do Cirque du Soleil para músicos, que ocorrerá no dia 5 de agosto, quarta feira, às 19h30 no EMT, unidade Jabaquara.
Essa palestra tem como objetivo, divulgar outras oportunidades de trabalho, de emprego, na carreira de músico dentro do Cirque, conversando com as pessoas, grande parte acredita que no Soleil só tem trabalho para artistas circenses, ginastas, atores e dançarinos... O que não é verdade, eles oferecem oportunidade de trabalho para diversos cargos, inclusive quando estava em Montreal conheci uma brasileira que trabalhava como tradutora - intérprete de língua portuguesa e espanhola para inglês e francês, sem contar pessoas que praticam esportes radicais e artes marciais.
A idéia é realizar a audição para músicos no primeiro semestre de 2010, agora o objetivo é divulgar a palestra e difundir as oportunidades de carreira para os músicos, sejam instrumentistas ou cantores.

Divulguem para seus amigos e interessados!

Ah, antes que me esqueça, as vagas são LIMITADAS! Se inscrevam pelo telefone [11] 5012 2777 ou pessoalmente no EMT - Conceição. Garanta a sua...

Boa sorte.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Festival Mondial Du Cirque de Demain - após o intervalo...

Emma

A segunda parte começou em grande estilo com duas medalhas de ouro: a ganhadora da medalha de ouro, Emma Henshall e uma outra medalha de ouro para Victor Fomine, seu treinador, em reconhecimento ao seu trabalho e às suas quatorze medalhas conseguidas pelos artistas que foram treinados por ele, pouco né? Afinal só foram trintas edições do festival...

O número dela é muito lindo, é uma excelente combinação de sensibilidade e emoção [sem ser piegas, exagerado ou falso] com o perfeito domínio da técnica, da explosão e da adrenalina que é um número de técnica aérea em balanço.

Ela é formada pelo NICA da Austrália, mas logo depois foi para Montreal onde começou a treinar com o Victor, isso durante dois anos; para a construção desse número ela contou com a ajuda da Elena Fomine e a coreografia de Shana Carrol, uma das fundadoras do 7 Doigts de la Main.

Perfeito domínio do aparelho e da essência do número.

Lindo.


Wei liang lin

Esses chinezinhos...

Jovem garoto, tem aproximadamente uns 20 anos de idade.

Impressionante, “só” isso.

Mais uma vez, não vale a pena mesmo falar da parte artística, é o que todos já conhecem e sabem, ainda mais se tratando de uma criança fazendo, mas nada que comprometesse, aliás, era até menos exagerado e espontâneo que seus outros patrícios que vemos em DVDs, vídeos na internet ou nos circos como os imperiais da China por exemplo.

O diabolo é uma disciplina de manipulação muito popular em países como China e Taiwan por exemplo, e as crianças comecam desde cedo na prática desse aparelho.

Este rapaz tinha um absurdo domínio da técnica e assim como o duo Tr’Espace, ele também executava a manipulação do diabolo no plano horizontal fazendo diversas evoluções e manipulações com o aparelho.

Ele é reconhecido como um dos melhores diabolistas do mundo.


Equilibre sur le main Emo?

Eu e meus amigos assistimos esse festival [Renata, Deco e Marcelo Chokos], e chegamos a conclusão que os emos devem ter surgidos no Leste europeu.

Vejam só, já tinha os irmãos Iroshinikov e já vimos alguns outros números com caras usando chapinha, de preto e muita franja.

No Demain tinha mais um, bem emo mesmo: todo com figurino de gravata, coletinho preto, calça preta, uma franja enorme com muita chapinha, luva preta...

Serguei Tymofieiev, é um jovem rapaz ucraniano que ganhou uma medalha de ouro na vigésima nona edição. Mais um formado pelo Collège des Arts du Cirque et des Variétés de Kiev, extremamente flexível, praticamente um contorcionista muito forte, ele explorava todas as possibilidades de equilíbrio sobre as mãos e fazia trocas muito rápidas entre os braços, cruzando-os diversas vezes e realizando equilíbrios com os braços em diferentes posições e distâncias.

Número bem contemporâneo, tanto em linguagem artistica como em exploração da técnica de outras maneiras, buscando novas possibilidades.




Mais um de casa: Daniel Cyr

Esse quebecoise foi ganhador de uma medalha de prata na vigésima quarta edição do festival.

Nascido em Îles de la Madeleine e formado pela ENC Montreal, ele é um dos fundadores do Cirque Eloize e já se apresentou em diversos festivais e é o criador do aparelho que leva seu sobrenome: Cyr ou Roue Cyr.

O Cyr é um grande aro simples, como se fosse uma roda alemã só com um dos aros.

Pode parecer simples ou óbvio, mas não é, as possibilidades técnicas e efeitos são bem diferentes.

Daniel Cyr também pesquisa e desenvolve outros aparelhos como o l’Etoile [Estrela], um novo aparelho aéreo utilizado no espetáculo Nebbia.



Troupe du Chemin de fer [China]

Chineses, raça que segundo um amigo chamado Paulão [Paulo Barbuto], eles podem ser encaixados na categoria “desenho animado”.

Algo que concordo plenamente.

Se alguém ainda tem alguma dúvida, agora ela será tirada.

Bom, chineses né?

Não vou aqui ficar falando da estética chinesa, da parte artística, figurinos, música, coreografias e blá, blá, blá, porque a gente sabe qual é a parada não é mesmo? Basta dizer que quando entrou quatro chineses com malhas justas parecendo o “esquadrão relâmpago Change man” e uma coreografia que parecia ter saído dos anos 80.

O que interessa é que logo no início o cidadão, segurando a sua tábua para o rola rola, faz um flic para o plano elevado, indo parar em cima do rola que está sobre a plataforma se equilibrando sobre as mãos.

A partir desse momento comecei a ficar preocupado com o que iria acontecer daí para frente, porque se esse foi o primeiro truque...

Dai para frente foi só ignorância: o chinês ficava se equilibrando pelas mãos sobre o rola, girando, pulando, fazendo piruetas...

Como acho que ele não tinha muito o que fazer quando era mais jovem, ele continuou no rola e ficou fazendo sequências de flic em cima do rola, e um monte de outras coisas que honestamente, não entendi direito e outras tantas que não conseguiria descrever.

Depois ele pegou o mini chinês [deveria ser o irmão mais novo, sei lá...] e fez um lançamento fazendo com que o menino fosse direto para um ficar num braço em cima da cabeça dele; depois o básico: um braço, desce para o esquadro, vai para a prancha crocodilo, puxa um espacate... Ah, tudo isso se equilibrando sobre o rola.

Durante a apresentação teve todas aquelas coisas de dificultar o número, colocando mais rola e tal, e perto do final, nas últimas sequências, começaram a fazer algumas coisas ignorantes, como o garotinho chinês fazer equilibrio de rola sendo portado pelo outro e por aí vai.

O último truque era o chinês se equilibrando sobre alguns rolas, e, em cima dele, o outro chinês se equilibrando no rola.

Terminou? Não...

Então o garotinho sobe para o equilíbrio sobre mãos e fica.

Terminou? Não...

Já que não tinham mais o que fazer, o porteur resolveu fazer um giro completo com o chinezinho em cima dele...


Sem palavras.




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um pouco sobre os números do Cirque de Demain - Parte 1

Nessa edição especial de 30 anos do Festival Mundial do Cirque de Demain, realizada na Tohu, fizeram uma seleção de alguns dos medalhistas das últimas edições do festival.

Bom, então não precisa nem dizer que foi algo no mínimo impressionante.


Enquanto as pessoas chegavam e se acomodavam, o mestre de cerimônia Calixte fazia a recepção do público, ia entretendo fazendo piadas, conversando e até ajudando os mais perdidos a se acharem na platéia.


A abertura foi realizada pelos alunos da ENC Montreal. Quatorze alunos foram selecionados para o número de abertura, foi como um charivari: passagens de acrobacia de solo, contorção, mão à mão, roda alemã, doble trapézio, trapézio em balanço e tecidos.


Um Diabolo diferente

O primeiro número de abertura foi de uma dupla que ganhou a medalha de prata no 25 Festival: a alemã Petroneila Von Zerboni e o sueco Roman Muller, ambos formados pela Scuela Teatro Dimitri de Suisse, uma escola orientada na verdade, mais para o trabalho corporal e do movimento, assim como suas aplicações e possibilidades no trabalho do ator.

Eles começaram a trabalhar juntos em 2002, e algo que diferenciou muito o trabalho deles, foi o fato de usarem o diabolo no plano horizontal. A combinação do tradicional jogo vertical e seus truques com a inovação no plano horizontal mais o trabalho de corpo deles, não poderia resultar em algo que não possa ser chamado de incrível.

Número impressionante, faziam diversas variações com os dois jogando, com um jogando dois, fazendo trocas, giros, roubadas... Sem contar a qualidade da movimentação corporal, eles dançavam com o equipamento, dançavam entre eles e eles com o diabolo.

Tudo muito bem coreografado, sem erros e extremamente precisos com movimentações bem elaboradas, o que só poderia resultar num número unico e impressionante.




Momento de historia

Outra ganhadora da melhada de prata, dessa vez da 18 edição, a francesa Isabelle Vaudelle se apresentou nos tecidos aéreos.

Aluna de Gerárd Fasoli [considerado um dos criadores dos tecidos aéreos, como conhecemos hoje], trabalhando com o Cirque du Soleil no espetáculo Quidam desde 1996, ela fez o número que foi um dos maiores responsáveis pela difusão desse aparelho, que a partir de 2001, 2002 [ocasião também da visita de Pierrot Bidot e Fasoli no Rio de Janeiro] viria a ser a técnica aérea mais praticada no mundo [também devido a ser um aparelho relativamente simples dentro dos aéreos] e principalmente no nosso glorioso, que aliás, viria a contribuir até para o próprio Soleil, fornecendo grandes artistas para os números com esse aparelho, como no caso do La Nouba [como Bel da Silva, Julia Parrot, Karina Mary Silva, Katia Guimarães e a Dani Rabello].

Obviamente a música usada foi a mesma do espetáculo Quidam e foi executada ao vivo com o cantor André Boileau.


Alexandre Kulakov

Um malabarista russo... O que se pode esperar de um russo ou qualquer criatura que faz circo do leste europeu?

Todos sabem que eu admiro malabares apesar se só saber jogar [mal] três bolinhas, e realmente, aro não é algo que eu ache “óooohhh... que coisa incrível...”, normalmente prefiro claves e bolinhas.

Ai me chega um rapazote loiro com uma roupa toda branca, tipo social, com uns aros, ok.

Mas olha, confesso que foi a primeira vez que vi um número de aro que me deixou sem palavras...

O garoto trabalha muito, mas muito, mas muito bem mesmo, nota-se que não há nada por acaso ou aleatório em seu trabalho, eu só percebi a lógica do trabalho e a dificuldade de execução depois da segunda passagem [segundo bloco de execuções, dava para perceber como ele explorava os planos], explico porque: ele começou jogando cinco aros de lado até aí normal, mas depois, os aros mudavam de cor, ou seja, havia um lado branco e outro vermelho, ele ia fazendo as variações de jogo mantendo o padrão e a precisão dos lançamentos, e depois ele fazia a mesma sequência de frente para o público jogando os aros de tudo quanto é maneira: de lado, de frente, girando, descendo para ponte, manipulação e giros...

Um impressionante domínio da técnica.

Link para o video.


Justine et Philippe

Dupla de mão à mão ganhadora da medalha de bronze da 30 edição do Festival.

Formados pela ENC Montreal, o número deles tem um enredo e um contexto bem claro, bem costurado durante toda a aprensentação, tem uma forte carga dramática, número poético e de excelente nível técnico.

Como estavam em casa, tinham um grande público esperando por eles e foram muito aplaudidos após o fim do número.



Dima shine

Esse cara...

Mais uma vez: o que esperar de um russo formado pelo Collège des Arts du Cirque et des Variétés de Kiev [Ucrânia]?

Resposta: mais uma medalha no Festival de Demain, dessa vez, de ouro. Ouro na vigésima oitava edição.

Ele faz um número de equilíbrio sobre as mãos numa espécie de poste, é como se fosse um mini mastro chinês com um suporte em cima para as mãos. Número extremamente bonito, bem construído e de alto nível técnico e criativo: a essência do número é o equilíbrio sobre as mãos, mas ele se utiliza também de elementos da técnica do mastro chinês como bandeiras e pranchas por exemplo.

Desnecessário dizer que além de forte ele era bem flexível não é mesmo?

Para não ficar gastando tempo com palavras: http://www.youtube.com/watch?v=jYiqZ3Bt2UE.

divirtam-se.


Na próxima vez eu falo sobre os outro números do segundo bloco.


Até mais.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cirque du Soleil - Parte 3, terminando a jornada...




Lojinha


Dentro da sede há uma loja com produtos do Cirque, tem de tudo: uma grande diversidade de roupas [camisetas, blusas, agasalhos, camisas...], CDs, DVDs, bolsas, sandálias [tipo havaianas saca?], squeezes entre diversos outros tipos de lembranças como bottons e chaveiros.

O melhor? Consegui um desconto bem bacana... Graças ao meu anfitrião consegui 40% de desconto na compra! 

De interessante mesmo, comprei o novo DVD do Kooza, o resto eram roupas, sandálias e uma agenda para mim. Sim, haviam outros DVDs não lançados aqui, mas como não tinham legendas em português, resolvi esperar um dia lançarem no Brasil com opção em português.

E é engraçado que você sempre encontra algum artista de algum show, ou de férias ou fazendo fisioterapia, que passa na loja para fazer umas comprinhas. Na ocasião eu encontrei com a Uuve Janson novamente, como elas estava de férias, ela estava treinando balanço no estúdio do Victor, e nesse dia estava fazendo umas comprinhas.

Ela e o irmão fazem atualmente o duo aéro no Dralion [pas de deux aérien], eles entraram no ano passado, terminaram a ENC e já foram direto para esse espetáculo.


O Casting


Antes de almoçar, fui conhecer um pouco mais como funciona o casting.

É algo incrível mesmo, tanto na organização e estrutura como na quantidade de material que eles tem. O Cirque possui um grande cadastro onde tem listado vários artistas com diversas informações, fotos e vídeos e histórico de contatos entre a empresa e o artista. 

Há também uma outra parte onde é uma videoteca com o material que eles recebem, e eles têm uma funcionária que é responsável por verificar e catalogar todo material que chega para ajudar no trabalho dos outros funcionários do casting, que aliás, é muito DVD que chega... 

Ao lado da entrada da videoteca tinha um balcão, com um tipo de prateleira para onde vinha todo o material que chegava via correio, e haviam DVDs de tudo quanto é lugar do mundo e de diversos artistas e técnicas. Ah, antes que me esqueça, ao lado esquerdo da entrada da videoteca havia já uma outra estante grande, com diversas gavetas com alguns artistas já catalogados com seus DVDs, tudo organizado em ordem alfabética e de área de atuação.


A essa altura do dia, eu já estava com uma fome... razoável.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cirque du Soleil - Parte 2





Continuando a jornada.


Depois de conhecer os estúdios, que ficavam todos no nível inferior, subimos as escadas e fomos dar uma olhada num tipo de biblioteca que eles tem, mas para os diretores artísticos, diretores de criação, figurinistas, maquiadores, cenógrafos... Enfim para o pessoal de criação e produção de novos shows. Uma biblioteca com muito material visual, fotos de diferentes lugares e de várias culturas, povos, cidades, países. 

Este material é para a pesquisas de novos espetáculos, serve para estudos e busca de referências, imagens e inspiração.


Descendo novamente, fui levado às salas de múltiplas funções, eram salas bem amplas, tanto em altura como em profundidade, mas tinha algo bem interessante: essas salas foram construídas para poderem se subdividir ou ser ampliada, nessas salas haviam dispositivos que permitiam que as paredes pudessem ser “guardadas”, umas eram puxadas até o teto e outras eram meio sanfonadas e recolhidas para os lados das salas.

Essas salas serviam para ensaios de dança, pesquisa, trabalho teatral, malabares e até técnicas de equilíbrio; aliás, eu vi umas pernas de pau hidráulicas, agora vocês vão me desculpar porque com tanta coisa que vi e ouvi, esqueci o material que eram feitos essas pernas de pau, ou eram de titânio ou um tipo de carb... Enfim, esqueci, só sei que eram muito, mas muito leves e bonitas. 

Logo mais vou postar umas fotos delas, não resisti e tirei algumas fotos para meus  amigos que curtem.




As salas de concepções, pesquisa, confecção...


Dentro do Soleil existem departamentos de pesquisa e construção de alguns materiais: tem uma parte que é de manutenção de equipamentos e aparelhos, tem uma sala só para pesquisa de tecidos [em tempo: tecidos para figurinos, não “ticidu” para acrobacias], e as de figurino, maquiagem, adereços e calçados! Sim, calçados e adereços, muitas botas, sapatos,  máscaras, chapéus, bonés... 

É tudo muito organizado e  bem feito, para cada artista que entra, eles fazem um molde da cabeça, uma máscara totalmente feita à mão para que os adereços sejam feitos sob medida e na hora do show, não saia nada voando pelo palco.

Muita correria, nesses departamentos eles não param, estão todos sempre fazendo algo, refazendo, construindo... Sem contar os estudos de maquiagem, figurino e adereços dos novos shows que estão em produção.



Musculação e Fisioterapia


Ainda no nível inferior, havia uma academia com salas de fisioterapia. 

Todo artista quando chega aqui, antes de entrar em qualquer show, ele passa por uma avaliação física, e, com a resposta do médico e fisioterapeuta, estando ok, é assinado o contrato e ele passa a fazer parte da empresa. 

Algo bem interessante: no Soleil, quando algum artista sofre alguma lesão, ele imediatamente volta para a sede onde passa por avaliações e tratamento, e continua recebendo seu salário, sendo descontado apenas uma porcentagem. 

Quem tem lesão faz um horário de trabalho como um funcionário: chega de manhã e começa os procedimentos fisioterápicos passando depois para a parte de fortalecimento e o que mais for necessário dependendo do caso. 

Sempre com acompanhamento especializado, com um profissional sempre ao lado acompanhando o artista. 

Todo trabalho sempre é personalizado, individual. 

Mas a academia de musculação é aberta aos funcionários do Soleil também, quem quiser fazer uma forcinha, perder umas gordurinhas...


E eu vou terminando essa parte por aqui porque agora vou ver se eu perco as minhas...


À bientôt!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cirque du Soleil





Bairro de Circo

O Cirque du Soleil fica entre as estações de metro Jarry e D’Iberville, mas é mais fácil descer na Jarry e pegar um ônibus.

O lugar em que se encontra é praticamente um bairro de circo: atravessando a rua você está de frente para a ENC - Montreal [http://www.enc.qc.ca/index.asp], e na direção oposta, a Tohu [http://www.tohu.ca/], e o Soleil [http://www.cirquedusoleil.com/en/default.asp] fica bem entre esses dois centros.

Sobre a ENC Montreal escreverei mais para frente.


É impossível passar por perto e não perceber esses grande prédios, de longe é possível enxergar, não tem nem como se perder. 

A sede social do CDS é realmente grande, somente de funcionários fixos que trabalham dentro da sede, são mais de mil e oitocentos, isso sem contar os artistas que chegam diariamente para ensaiar, seja para substituições ou para a criação de novos espetáculos. 


Lá dentro

Realmente impressionante, é uma grande empresa mesmo, lá dentro existem diversas repartições e seções: desde salas de reuniões e escritórios, até salas de fisioterapia e musculação, isso sem contar os três estúdios onde são feitos os ensaios e treinos dos shows que já existem e que estão em produção.


A primeira parte dos escritórios que eu conheci, foi a seção do casting.

Um grande departamento dividido em várias repartições com pessoas de diversas nacionalidades: França, Russia, Canadá, Brasil... As reuniões no pessoal do casting são semanais, apesar de todos os artistas terem contratos, sempre ocorrem substituições devido à lesões, férias, rescisão de contrato, gravidez, isso sem contar as produções dos shows novos. Eles procuram sempre manter o cadastro dos artistas que já passaram nas audições atualizados, por isso sempre é bom, para os que já foram aceitos para o casting, continuar enviando material novo em vídeo.

Existem basicamente quatro seções de casting: uma com foco mais artístico, outra de   caráter mais acrobático [seja aéreo ou de solo e aparelhos], uma mais direcionada ao trampolim acrobático e outra voltada para a área musical. 


Os Estúdios.

Depois disso descemos e fomos visitar os estúdios.

No primeiro estúdio estavam ensaiando os números novos para o Cirque 2009 [nome provisório do novo espetáculo]. 

O primeiro número que vi, era de autoria do pai de Roman Tomanov, para quem não sabe, é aquele garotinho que no DVD do Solstrom volume 4 [se não me falha a memória] faz um número absurdo nas faixas aéreas; mas o número que eles estavam ensaiando era... Complicado... Era uma mistura de vôos, com maca russa e banquine, o balanço do porteur também servia como maca russa, e no meio da rede havia uma estrutura onde ficava dois caras recebendo e jogando os volantes, depois subia a estrutura e ficavam só os balanços, olha... Sem palavras. 

Ok, os volantes tomaram uns chão sim, foram para a rede algumas vezes. 

Depois dois outros lançadores pegaram um volante chinês, que tinha vindo do trampolim, e ficaram treinando banquine com ele até a hora que eu saí de lá. 

Depois tinha ainda um chinês andando sobre as mãos na corda bamba, impressionante, só isso.

Infelizmente aqui não podia tirar fotos.


O segundo estúdio 

Aqui também não podia tirar fotos, mas tudo bem, pelo menos pude ver.

O estúdio central, era o maior, era onde eles faziam uma réplica idêntica ao palco do show novo, com tudo: toda a parte de estrutura, iluminação, parte de som, contra regragem, máquinas...

A parede parecia ser algo como as paredes de escaladas indoor, haviam coisas que pareciam agarras. No meio do palco haviam duas camas elásticas no nível do palco [era só a estrutura do trampolim, não ele em cima do palco] e algo que achei bem interessante: um fast track em direção ao público, como se fosse uma pista. 

Haviam diversos funcionários e engenheiros trabalhando, foi uma pena não poder ficar passeando lá dentro e poder ver mais de perto, eles estavam todos correndo muito e trabalhando, consertando, arrumando, conversando, fazendo cálculos... Estava com muita curiosidade e vontade de perguntar mais coisas mas não foi possível.


O Terceiro Estúdio

No terceiro e último estúdio eu pude tirar fotos! 

Nele eram ensaiados os números antigos, de shows que já existem. Estavam lá a cama elástica do Dralion e La Nouba, os mastros do Saltimbanco e Mystère, os lustres do Corteo, uma pista de fast track ao fundo e uma maca russa de frente para um grande fosso. 

Desnecessário dizer que todos os estúdios eram muito espaçoso, com grande altura e com muitos materiais de segurança.


Ainda não tínhamos visto nem metade da sede.


Longa jornada ainda pela frente...