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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

E o Victor ganhou mais uma no Festival de Demain...


Agora no começo do ano teve a trigésima edição do Festival Mundial do Cirque de Demain entre os dias 29 de janeiro a 1 de fevereiro realizado no Cirque Phoenix, em Paris, França.
Para quem não conhece, é considerado um dos festivais mundiais de circo mais importantes do mundo, o de maior destaque [para quem quer saber mais, existem outros como o Festival Cirque Monte Carlo, Festival international du Cirque de Massy, Golden Circus Festival, Festival  Intenazionale Del Circo - citta di Latina por exemplo, mas o de maior projeção é o de Demain].

Pois é, o senhor Victor foi com a Emma Henshall, uma australiana que se formou no NICA da Austrália e veio para cá se aperfeiçoar no trapézio em balanço, se não me falha a memória ela já treina com ele há uns dois anos. 
Para a construção do número, a Elena, [esposa do Victor e professora da ENC] trabalhou na coreografia do trapézio e a Shana Carrol [uma das fundadoras do 7 Doigts de la Main] colaborou juntamente, ajudando na parte de interpretação, movimentação, escolha de música...

Ela ganhou a medalha de ouro e o Victor ganhou também uma outra medalha e uma placa de reconhecimento ao seu trabalho e sua contribuição em todos esses anos. 
Só explicando, o Victor já ganhou [através dos números que ele monta e dos artistas que ele treina] quatorze medalhas de ouro. E antes que eu me esqueça, ele participou quatorze vezes...

Aqui está um trecho de um jornal de circo da ENC Montreal:

"... Un prix spécial a été décerné à Victor Fomine pour sa contribuition à titre de formateur de 14 des médaillés de l'histoire du Festival..."

Ah sim, foram convidados 14 alunos da ENC Montreal para fazer as aberturas dos 5 programas do Festival, e parece que foram muito aplaudidos e o público ficou impressionado com o nível dos alunos.

E óbvio, eu e meus amigos vamos assistir aqui na Tohu a edição do Festival do Cirque de Demain com os ganhadores e melhores números.

Quatorze medalhas. Esse é o cara...

E o melhor? Um simpático senhor russo extremamente bem humorado e piadista!

até a próxima.

PS: sim, eu não terminei a série de artigos sobre a visita ao Soleil, como alguns já sabem, eu tive alguns problemas de saúde aqui e muita correria nessas últimas semanas. Logo mais eu termino! E sim... Vou manter o blog mais atualizado... sorry...

PPS: só como curiosidade, apesar de ser formada no NICA, a Emma tentou entrar na ENC Montreal. Não foi aceita... 

Na nossa vida, alguns "nãos" surgem para nos preparar para outras coisas, alguns "nãos" reservam um sim mais para frente. Os "nãos" surgem para nos reavaliarmos, para traçarmos novas estratégias e nos obrigar a sair da nossa "zona de conforto". 

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cirque du Soleil





Bairro de Circo

O Cirque du Soleil fica entre as estações de metro Jarry e D’Iberville, mas é mais fácil descer na Jarry e pegar um ônibus.

O lugar em que se encontra é praticamente um bairro de circo: atravessando a rua você está de frente para a ENC - Montreal [http://www.enc.qc.ca/index.asp], e na direção oposta, a Tohu [http://www.tohu.ca/], e o Soleil [http://www.cirquedusoleil.com/en/default.asp] fica bem entre esses dois centros.

Sobre a ENC Montreal escreverei mais para frente.


É impossível passar por perto e não perceber esses grande prédios, de longe é possível enxergar, não tem nem como se perder. 

A sede social do CDS é realmente grande, somente de funcionários fixos que trabalham dentro da sede, são mais de mil e oitocentos, isso sem contar os artistas que chegam diariamente para ensaiar, seja para substituições ou para a criação de novos espetáculos. 


Lá dentro

Realmente impressionante, é uma grande empresa mesmo, lá dentro existem diversas repartições e seções: desde salas de reuniões e escritórios, até salas de fisioterapia e musculação, isso sem contar os três estúdios onde são feitos os ensaios e treinos dos shows que já existem e que estão em produção.


A primeira parte dos escritórios que eu conheci, foi a seção do casting.

Um grande departamento dividido em várias repartições com pessoas de diversas nacionalidades: França, Russia, Canadá, Brasil... As reuniões no pessoal do casting são semanais, apesar de todos os artistas terem contratos, sempre ocorrem substituições devido à lesões, férias, rescisão de contrato, gravidez, isso sem contar as produções dos shows novos. Eles procuram sempre manter o cadastro dos artistas que já passaram nas audições atualizados, por isso sempre é bom, para os que já foram aceitos para o casting, continuar enviando material novo em vídeo.

Existem basicamente quatro seções de casting: uma com foco mais artístico, outra de   caráter mais acrobático [seja aéreo ou de solo e aparelhos], uma mais direcionada ao trampolim acrobático e outra voltada para a área musical. 


Os Estúdios.

Depois disso descemos e fomos visitar os estúdios.

No primeiro estúdio estavam ensaiando os números novos para o Cirque 2009 [nome provisório do novo espetáculo]. 

O primeiro número que vi, era de autoria do pai de Roman Tomanov, para quem não sabe, é aquele garotinho que no DVD do Solstrom volume 4 [se não me falha a memória] faz um número absurdo nas faixas aéreas; mas o número que eles estavam ensaiando era... Complicado... Era uma mistura de vôos, com maca russa e banquine, o balanço do porteur também servia como maca russa, e no meio da rede havia uma estrutura onde ficava dois caras recebendo e jogando os volantes, depois subia a estrutura e ficavam só os balanços, olha... Sem palavras. 

Ok, os volantes tomaram uns chão sim, foram para a rede algumas vezes. 

Depois dois outros lançadores pegaram um volante chinês, que tinha vindo do trampolim, e ficaram treinando banquine com ele até a hora que eu saí de lá. 

Depois tinha ainda um chinês andando sobre as mãos na corda bamba, impressionante, só isso.

Infelizmente aqui não podia tirar fotos.


O segundo estúdio 

Aqui também não podia tirar fotos, mas tudo bem, pelo menos pude ver.

O estúdio central, era o maior, era onde eles faziam uma réplica idêntica ao palco do show novo, com tudo: toda a parte de estrutura, iluminação, parte de som, contra regragem, máquinas...

A parede parecia ser algo como as paredes de escaladas indoor, haviam coisas que pareciam agarras. No meio do palco haviam duas camas elásticas no nível do palco [era só a estrutura do trampolim, não ele em cima do palco] e algo que achei bem interessante: um fast track em direção ao público, como se fosse uma pista. 

Haviam diversos funcionários e engenheiros trabalhando, foi uma pena não poder ficar passeando lá dentro e poder ver mais de perto, eles estavam todos correndo muito e trabalhando, consertando, arrumando, conversando, fazendo cálculos... Estava com muita curiosidade e vontade de perguntar mais coisas mas não foi possível.


O Terceiro Estúdio

No terceiro e último estúdio eu pude tirar fotos! 

Nele eram ensaiados os números antigos, de shows que já existem. Estavam lá a cama elástica do Dralion e La Nouba, os mastros do Saltimbanco e Mystère, os lustres do Corteo, uma pista de fast track ao fundo e uma maca russa de frente para um grande fosso. 

Desnecessário dizer que todos os estúdios eram muito espaçoso, com grande altura e com muitos materiais de segurança.


Ainda não tínhamos visto nem metade da sede.


Longa jornada ainda pela frente...