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domingo, 29 de janeiro de 2012

Pinheirinho e a Bíblia

Pinheirinho e a Bíblia

Para todos aqueles que dizem professar a fé cristã.

Para todos os católicos, protestantes, evangélicos, cristãos, pentecostais, cristãos espíritas ou qualquer um que diga acreditar em Deus.

Na bíblia podemos frequentemente ver a preocupação de Deus e de Cristo para com os necessitados, os mais fracos, pobres, necessitados, viúvas, órfãos... ou seja, todos os que estão à margem da sociedade [se fizermos um esforço de imaginação, talvez tenhamos um mínimo de compreensão o que significaria ser um pobre há mais de 2 mil anos atrás, se hoje é ruim...].

Deus deseja que a nossa generosidade reflita a dEle. Assim como nos abençoou, devemos abençoar os outros

Pobre, viúva, órfão e estrangeiro.

O que o Deus de Cristo nos fala e pede a respeito deles?

Em toda e qualquer comunidade sempre iremos encontrar essas pessoas, e talvez, alguns deles mais evidentemente em regiões carentes

Pobres

Pobres financeiramente, pobres de cultura, pobres de amor, pobres de espírito, pobres sem acesso à arte, lazer e esporte.

Viúvas

Algumas sem marido, outras que nunca o tiveram, outras viúvas com o “marido” ainda vivo, mas preso, ausente ou sumido.

Órfãos

Alguns sem pai, outros sem mãe, outros tantos sem os dois, sendo cuidados por parentes ou amigos.

Alguns órfãos, tendo pai e mãe vivos, às vezes em casa, às vezes não e outras tantas nem sabe por ondem andam.

Estrangeiros

Uns realmente vindo de outras cidades, outros estados...

Mas talvez a grande maioria estrangeiro na própria terra, estrangeiro na própria cidade onde nasceu.

Se sentindo um pouco deslocado ou “descontextualizado” na sociedade onde vive.

Zacarias 7.10

E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão.

O que nós temos feito?

Deus não nos dá muitas opções ou sugestões, ele dá ordens, mandamentos.

Salmos 82.3

“Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado”

Sendo um mandamento claro, direto e objetivo, nós não podemos simplesmente ignorar, aliás, mais uma vez tem um padrão ÉTICO de relacionamento e tratamento para com o próximo, como está escrito por exemplo em Provérbios 21.13:

“o que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido”

Todos nós podemos e devemos ajudar de alguma maneira...

A bíblia é extremamente enérgica e condena a discriminação em favor dos ricos e contra os pobres, isso é uma ATITUDE CONTRÁRIA À LEI DO EVANGELHO de Cristo [se bem que nos últimos anos vem aparecendo cada coisa se dizendo “evangelho”... triste].

E para quem acredita, tem fé, tem que saber que as orações só são ouvidas quando nos atentarmos para as necessidades do nosso próximo e supri-las em e com amor.

Provérbios 14.31

“o que oprime o pobre insulta aquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado, honra-o“

Você diz que ama a Deus certo?

Portanto, o mínimo a fazer seria honrá-lo ok?

Como?

Aqui vai mais um indicativo: compadeça-se do necessitado.

Lendo no dicionário encontraremos algumas definições para compadecer:

*ter compaixão de;

*inspirar compaixão em;

*tolerar, suportar, aguentar;

*ter compaixão, comiserar-se, condoer-se, apiedar-se;

*ser compatível, harmonizar-se.

Acredite você ou não, todos nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, ou seja, todos temos dentro de nós a essência do divino, a centelha de vida que move nossos sonhos, desejos e amor.

Ele deseja que a nossa generosidade e amor reflitam a Dele.

Salmos 82.3

“Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado”

A bíblia é notória por sua responsabilidade social, justiça e amor para com os pobres e desfavorecidos, esse amor e cuidado refletem o caráter do próprio Deus e ela não nos oferece outra alternativa a não ser tomarmos consciência das necessidades dos que se acham próximo de nós. Portanto é nossa função:

*fazer justiça ao pobre, órfão, viúva e estrangeiro;

*livrar o pobre e necessitado;

*justificar o aflito e que passa necessidade;

*tirar o pobre, viúva, órfão e necessitados das mãos dos ímpios.

Ajudar os que precisam, não é somente uma sugestão ou conselho, é uma ordem! E ela exige uma mudança de atitude, não só exterior como interior, trabalhando nossos preconceitos [pré?], ideias pré concebidas, nossos sentimentos e impulsos.

Sem julgamentos infundados ou meias verdades.

Pode não ser o Pinheirinho de SJC mas perto de onde estivermos deve com certeza haver algum “Pinheirinho”, ou em última análise, algum “pobre, viúva, órfão ou estrangeiro”.

Precisamos trabalhar para ajudar a suprir as necessidades básicas dos desassistidos e protege-los e dar o direito que lhes é devido.

Com amor

No amor de Cristo

Sem interesses.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Como recebemos uma má notícia?




Como você reage quando recebe uma má notícia?


Vou reformular: como você fica e reage [ou não...] quando recebe uma má notícia?


Melhor: como você fica e reage [ou não] quando recebe uma notícia triste e péssima?


Qual é a nossa atitude diante de fatos que mais do que serem simplesmente tristes ou ruins, nos dizem respeito? São relacionados diretamente aos nossos sentimentos, às pessoas que amamos e às coisas que nos são caras?



“Jesus, ouvindo isso [morte de João batista], retirou-se dali num barco para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé, desde as cidades.

E Jesus, saindo, viu uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.”


Mt. 14.13-14



Para quem não sabe, João Batista era mais que um simples amigo de Cristo: além de tê-lo batizado nas águas, foi um grande pregador e profeta no seu tempo e era seu primo.

Um parente próximo.

Alguém querido,

que era importante,

que se preocupava com as pessoas.

Que fazia parte de algo maior.

Para ajudar as pessoas, ensinar, consolar, amar.

[Ok, ok... Sim, vou pular a parte que ele era um cara no mínimo “estranho”: além de gostar de ficar andando pelo deserto, se vestia com peles de animais e tinha uma dieta bem equilibrada que incluía gafanhotos. Os amigos de Cristo eram realmente.... Diferentes.]


Uma pessoa boa, de caráter idôneo, querida e que era do mesmo sangue, morreu.

Morreu injustamente.

Por nada.

Não fez nenhum mal.

Aliás, procurava sempre fazer o bem e ajudar.

Mas foi assassinado.

Cruelmente e covardemente.

Sem julgamento, apenas por capricho


Como você ficaria?


Qual seria sua reação?


“... retirou-se dali [...] para um lugar deserto...”


Algumas vezes, em momentos de profunda dor e tristeza, precisamos ficar sozinhos.

Não nos isolar, mas precisamos um tempo para nós.


Momentos de solidão.


Às vezes as nossas muitas ocupações, as ligações que temos que retornar, os emails que temos que responder, o trabalho para terminar, o curriculum para atualizar, a visita social para fazer, ver faturas dos cartões e do banco, as muitas contas a serem pagas, agendar a consulta o médico, impostos e mais impostos...


Os nossos afazeres do dia a dia ocupam a nossa atenção, a nossa mente e acaba que podemos acabar não dando a devida atenção para o que, em determinado momento, pode ser realmente importante e urgente.


“... apartado...”


Segundo o Novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, apartado pode significar [1] desviado do caminho; afastado. [2] Longínquo, remoto.


Quantas vezes, por passar por situações desagradáveis ou horas difíceis, dizemos para nós mesmos ou desabafos que tudo que gostaríamos era de sumir, desaparecer?


Quando momentos ruins vem, precisamos não só ficar sozinhos um pouco, mas também nos distanciar.


E o sossego dura pouco


“... o povo seguiu-o...”


Mas veja que coisa: quantas vezes, nós, nos nossos problemas e dificuldades, remoendo nossas dores e frustações, estamos quietos no nosso canto e chega alguém... Querendo contar algum problema, alguma dor ou simplesmente desabafar?

E como nós respondemos?


“aaahhh... mas você não sabe o que aconteceu COMIGO”

“ viiiixxxiii.. mas o MEU problema...”

“Se você soubesse o que EU estou passando...”

“Mas você não sabe o que falaram PARA MIM...”


Parece às vezes, que é nos piores momentos que nossos amigos, familiares ou colegas veem atrás de nós...


“... viu uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos”



Muitas vezes, certos problemas ou situações, aparecem na nossa vida em “horas erradas”, em momentos não tão ideais [como se existissem condições e horas certas para determinados acontecimentos].


Apesar do momento difícil pelo qual estava passando, ele se importava com as pessoas, tinha amor, compaixão, se identificava com os problemas delas.


“... viu uma grande multidão...”


Todos nós temos problemas não? E não são poucos...


Você conhece algumas pessoas que estão passando por momentos difíceis?

Não sabe? Vocês conversam sobre o que então?

Nunca se interessou?


Ahn...


ok.


“... possuído de íntima compaixão....”


Sentimentos.

Identificar-se com a dor de outras pessoas

Se emocionar, ser tocado, se sentir triste pelas tristezas e problemas que outros passam.

Compreender o estado emocional de alguém.

Com... Paixão?


Ser humano.


“...curou os enfermos...”



E o que fazemos à respeito disso?


Curar.


Ajudar quem precisa.


Qual sua atitude?

A atitude mais fácil que tomamos é simplesmente ignorar?

Ou então nos auto justificarmos dizendo que nós passamos por coisas muito mais difíceis?

Quem sabe alguns gostam de se colocar como quase nada, se julgando incapazes de poder fazer algo por alguém?

Não seria na verdade uma desculpa fácil?

Assim conseguimos nos eximar de qualquer responsabilidade e ainda, de brinde, passamos a imagem de “guerreiro sofredores que também tem problemas”.


Ou ainda... Por você mesmo, por nós mesmos, que tenhamos uma atitude, uma resposta frente aos acontecimentos e ao dia a dia desse mundo, dessa sociedade que nos cerca.


Que possamos mudar.


Vamos ser mais humanos


ter novas respostas e novos comportamentos para os acontecimentos


desenvolver hábitos diferentes.


Nos identificar com as dores e os problemas dos que sofrem de qualquer coisa, com qualquer problema.



E curá-los,



ajudar quem precisa.



com amor